Mais de um quarto dos empresários no país admite ter “pouco ou nenhum” preparo para gerir as finanças do próprio negócio. Ao mesmo tempo, quase metade revela dificuldade para calcular com precisão lucros e custos — um retrato da fragilidade da gestão financeira em muitas empresas brasileiras.
Dados que expõem a realidade
O levantamento recente da Cielo, em parceria com o Instituto Expertise, ouviu 203 gestores de empresas de diferentes regiões do Brasil entre 12 e 24 de junho de 2025. Apesar da autoconfiança registrada — 76% dizem sentir-se seguros para administrar o próprio negócio —, os dados mostram que a
confiança muitas vezes não se traduz em práticas consistentes de gestão financeira.
Entre os principais achados:
- 27% afirmam ter pouco ou nenhum conhecimento sobre gestão
financeira. - 21% confessam ter dificuldade para separar as contas pessoais das
contas da empresa — cerca de 1 em cada 5 entrevistados já misturou
recursos pessoais com os da firma. - Embora 91% digam controlar o fluxo de caixa, apenas 33% o fazem
diariamente — entre pequenos empresários, a proporção cai para 28%.
Além disso, muitos recorrem ao crédito para manter o negócio funcionando: quase metade dos empresários consultados (49%) tomou empréstimos ou financiamentos nos últimos 12 meses. Entre os motivos, destacam-se a necessidade de capital de giro (44%), a compra de equipamentos (22%) e o
pagamento de dívidas (19%).
No entanto, os obstáculos para conseguir esse crédito continuam altos: 48% apontam os juros elevados como maior barreira, seguidos pela burocracia (14%).
Confiança x realidade: um descompasso perigoso
O paradoxo entre autoconfiança e práticas financeiras inadequadas chama atenção. Muitos empresários dizem estar seguros para administrar o negócio —, às vezes, até mais confiantes do que gestores de empresas semelhantes —, mas enfrentam dificuldades em tarefas básicas, como distinguir finanças
pessoais e empresariais, manter o fluxo de caixa organizado e calcular custos com precisão. Esse descompasso expõe as empresas a riscos elevados: fluxo de caixa instável, decisões financeiras baseadas em dados pobres, endividamento recorrente e falta de visão estratégica de crescimento. A importância de educação e governança financeira Para especialistas, as conclusões da pesquisa reforçam que o problema não é apenas o acesso a crédito ou tecnologia, mas a falta de conhecimento sólido sobre gestão financeira. O executivo-chefe da Cielo, Estanislau Bassols, declara que “o maior desafio não é apenas ter acesso a crédito ou tecnologia, mas conhecimento para administrar bem o empreendimento”.
O estudo mostra, portanto, que há uma lacuna significativa de capacitação — tanto em ferramentas quanto em práticas de governança e disciplina financeira —, especialmente entre pequenos e médios empresários.
Quando é hora de buscar ajuda especializada
Se os dados evidenciam a fragilidade da autogestão financeira em muitos negócios, a alternativa concreta está na estruturação profissional da gestão. Contar com a expertise de consultores financeiros e montar controles robustos pode significar a diferença entre sobreviver no mercado ou prosperar com saúde.
Para empresas que desejam transformar essa realidade, vale considerar a consultoria financeira da Rosseto e Lorenzi — especializada em gestão financeira e governança corporativa. Com know-how para organizar finanças, implementar controles e planejar o crescimento, a Rosseto e Lorenzi pode ajudar seu negócio a sair da incerteza e alcançar maior estabilidade e eficiência.


