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Nem todo problema crítico é uma ameaça. Às vezes é o único lugar onde existe valor real a ser destravado e reconhecer isso é o que separa uma gestão de crise de uma transformação.
O diagnóstico
A CCG Saúde, operadora investida pela Kinea/Itaú, chegou com um número desconfortável: sinistralidade de 95%. Ou seja, de cada R$100 em receita, R$95 viravam custo assistencial. Margem quase inexistente, pressão do investidor por resultado, e um caminho óbvio, tentar apenas conter custos.
A maioria trataria isso como um problema a ser controlado. Tratamos como o eixo central de uma transformação.
O que foi feito
O trabalho não se limitou a cortar custo. Envolveu redesenho de operação assistencial, transição completa de ERP, implementação de transformação digital e uma estratégia de crescimento inorgânico, aquisição e integração de três concorrentes, além da construção de um novo hospital.
O resultado em 24 meses
Sinistralidade caiu de 95% para 65%. Receita cresceu 30%. Três concorrentes foram integrados. O valor da empresa saltou de R$334 milhões para R$1,1 bilhão, uma valorização de 3,4 vezes em dois anos.
O principal insight
Oportunidades vêm disfarçadas de problemas. O projeto que ninguém quer tocar, o número que todo mundo evita olhar de frente, é, quase sempre, o projeto que muda o jogo. A diferença entre gerir uma crise e capturar uma oportunidade está em decidir, cedo, qual das duas você está de fato enfrentando.
Esse é o padrão da lição 10 do e-book gratuito “A Verdade Sobre Carreira”, da Rossetto e Lorenzi. Leia sem cadastro: A Verdade Sobre Carreira — E-book
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