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Cargo dá autoridade formal. Não dá liderança. A diferença entre as duas explica por que gente com título de gestor às vezes não é seguida por ninguém, e por que gente sem cargo nenhum vira o ponto de referência do time.
Dois tipos de autoridade
Autoridade formal é imposta pela estrutura organizacional: existe porque o organograma diz que existe. Autoridade informal é concedida pelas pessoas, dia após dia, através da escolha de segui-la ou não. A primeira aparece no crachá. A segunda aparece no comportamento real da equipe quando ninguém está observando.
Times de alta performance costumam ter as duas sobrepostas na mesma pessoa: quem decide formalmente é também quem o time procura de fato quando o problema é difícil. Quando essas duas autoridades divergem, quando a pessoa “oficial” não é a pessoa “real”, a organização paga um preço em velocidade de decisão, porque as informações relevantes circulam por um caminho informal que ninguém desenhou.
Como identificar o problema (ou a oportunidade)
Um teste simples: observe, na próxima crise ou decisão complexa do seu time, para quem as pessoas recorrem primeiro, para quem está no organograma como responsável, ou para quem historicamente resolveu situações parecidas. Se as respostas divergem com frequência, existe uma liderança informal não reconhecida (ou uma liderança formal não legitimada) e ambas merecem atenção.
O principal insight
Se você lidera hoje só pelo cargo, a pergunta que vale a pena fazer é: se meu crachá sumisse amanhã, quem continuaria me procurando? A resposta é o retrato mais honesto da sua liderança real, e é ela, não o organograma, que sustenta o resultado no longo prazo.
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